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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tenho Entendido

Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Geografos e Geografos


Quando eu me decidi pela geografia, já no cursinho de pré-vestibular, me inspirei em meus últimos professores, inclusive nos do cursinho, eles davam aula de uma forma apaixonante, nos faziam pensar e era isso que eu sempre buscava algo que não tivesse sempre respostas prontas e que não tivesse mais nada pra fazer, a GEOGRAFIA é bem assim, está sempre em movimento, podemos sempre contribuir, e eles me fizeram perceber isso, o que para muitos era um ‘saco’. Para mim não, cada dia mais me apaixonava por tudo aquilo que eu estudava, por todo aquele conhecimento geográfico que eles me passaram. Mas tentei o primeiro vestibular para Química, mais pela questão do mercado de trabalho, até fui pra segunda fase, mas não passei, no ano seguinte tentei pra geografia, quando fui aprovada na primeira fase fiquei feliz pra caramba, mas tensa com a segunda prova, pois ela com certeza exigiria muito mais, pois seria a especifica no “canetão” . Alguns meses depois veio a noticia da aprovação... Um mundo espetacular se abriu para mim a partir de então, e cada dia que passo eu tenho a plena certeza de que estou no lugar certo! Que valeu muito a pena fazer vestibular para GEOGRAFIA, estou super feliz com meu curso (não pelo valor que os outros dão, até pq parece não ter valor algum para muitos da sociedade) O geógrafo tem até lei como:
a LEI Nº 6.664 DE 26 JUNHO DE 1979 - que disciplina e a profissão de Geógrafo e dá outras providências.
DECRETO Nº 85.138 DE 15 SETEMBRO DE 1980 - Regulamenta a Lei n° 6.664, de 26 de junho de 1979, que disciplina e a profissão de Geógrafo, e dá outras providências.
RESOLUÇÃO N° 392 DE 17 DE MARÇO DE 1995 - “Regulamenta o parágrafo 2° do Art. 2° da resolução n° 323/87 que dispõe sobre o registro dos geógrafos nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia”.

Mas hoje, minha homenagem aos ilustres geógrafos que deram sua contribuição a esta ciência, antes definida limitadamente como “Ciência que estuda a terra”, e os geógrafos como pessoas que elaboram mapas e hoje sabemos o quão ampla é a geografia...
O primeiro ilustre é, sem dúvida Milton de Almeida Santos, que ultrapassou as barreiras do preconceito, por ser negro e neto de escravos, e levou seu conhecimento ao mundo! E apesar de não ter se formado em geografia (e sim em direito!) como todos pensariam, ele foi o maior geógrafo da atualidade! Nasceu em Brotas de Macaúbas no sertão baiano dia 3 de maio de 1926 (coincidentemente, no mês do Geógrafo!).
Outro ilustre foi Josué de Castro, nasceu no Recife em 1908, também não se formou em geografia, mais em medicina pela Universidade do Brasil em 1929, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro. E desde o início do exercício de sua profissão, se deparou com o grande problema brasileiro: a fome. Crítico das especializações, seu trabalho científico foi marcado pela multidisciplinaridade. E a fome foi sua principal e corajosa escolha. Mas além da fome, também estudou questões de interesse global que lhe são relacionadas, como o meio ambiente, o subdesenvolvimento e a paz.
No hall dos Grandes Geógrafos, está ainda Manuel Correia de Andrade. No dia 3 de agosto de 1922, no Engenho Jundiá, em Vicência, Estado de Pernambuco, nasce Manoel Correia de Oliveira Andrade. Assim como Milton Santos, graduou-se inicialmente em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, não satisfeito faz simultaneamente o curso de Licenciatura em Geografia e História, na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Manoel da Nóbrega, hoje chamada de Universidade Católica de Pernambuco. Por sua vez, em 1945, ele conclui o bacharelado em Direito, e, em 1947, diploma-se em Geografia e História. Pouco a pouco, aquele advogado dedica menos tempo à sua carreira jurídica e mais à pesquisa. Sua primeira obra, A terra e o homem no Nordeste, causam grande reação nos geógrafos brasileiros, que a consideram como não-científica porque não se destinava a propósitos acadêmicos, e, sim, a registrar e analisar um longo processo político. Aroldo de Azevedo nasceu em 03 de Março de 1910, na cidade de Lorena, e faleceu na cidade de São Paulo, no dia 04 de Outubro de 1974. Mais um que se formou em direito, porém, assim como os demais, nunca exerceu a profissão, pois sua paixão sempre foi a Geografia. Licenciou-se em História e Geografia pela Universidade Estadual de São Paulo, sendo um dos primeiros brasileiros a se tornar professor de Geografia da USP. Aroldo de Azevedo foi o primeiro a elaborar um mapa-síntese do relevo brasileiro, bastante divulgado no ensino de Geografia, por ser uma classificação simples, e baseada na Altimetria do relevo. Esta classificação foi proposta em 1949, e dividia o relevo brasileiro em: Planaltos - área com mais de 200 metros de altitude; Planícies - áreas inferiores a 200 metros de altitude.

Agora, meus Grandes ‘ídolos’, a começar por Aziz Nacib Ab'Sáber. Filho de um mascate libanês e de uma brasileira de São Luiz do Paraitinga. Nasceu em 24 de outubro de 1924. Trabalhou durante vários anos como professor do ensino básico. Posteriormente lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e finalmente na Universidade de São Paulo. Iniciou suas pesquisas na área de geomorfologia e logo passou a incorporar conceitos de diferentes áreas do saber.
Ouvi falar dele pela 1ª vez pelo professor de Geomorfologia Assis, já na universidade, admirei o homem que estudou os domínios morfoclimáticos brasileiro, (mesmo sendo uma disciplina complicada pra mim no inicio do curso) hoje por mais estranho que possa parecer, estou eu amando tudo isso que antes me tirava o sono... Agora me identifico com suas pesquisas e sua área: a geomorfologia!
Entre os muitos que eu admiro profundamente, estão ainda: Antônio Teixeira Guerra, que morreu muito novo aos 40 e poucos anos deixando seu filho Antônio José Teixeira Guerra, Geógrafo, pós-doutorado em erosão de solos pela universidade de Oxford (Inglaterra), pesquisador do CNPq e professor adjunto do departamento de geografia da UFRJ, como continuador de seu trabalho; Sandra Baptista da Cunha, geógrafa, pós-doutorada em geomorfologia fluvial pela Universidade de Londres (Inglaterra), doutora em geografia pela Universidade de Lisboa (Portugal), pesquisadora do CNPq e professora adjunta do departamento de geografia da UFRJ, Maria Adélia Aparecida de Souza, dentre muitos outros!
Agora minha admiração pelos meus professores da Universidade Estadual do Maranhão:
Dr. Francisco de Assis
Dr. Maria Teresa de Alencar
Dr. Jorge Martins

terça-feira, 3 de maio de 2011

Calem a boca, Nordestinos!

A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra... outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura...

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner...

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia...

Ah! Nordestinos...

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”



Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!



José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.